A noite tem um silêncio espesso, pesado como chumbo. Só o som dos grilos lá fora e o leve chiado do vento escapando pelas frestas. Mas dentro do quarto, há algo sagrado acontecendo: Jonathan para na soleira, e por um instante parece que o tempo segura o fôlego. Seus olhos se prendem ao bercinho, onde Lua dorme tranquila, embalada por um mundo que ainda não conhece dor. Ele se aproxima, ajoelha-se ao lado da filha e acaricia seu rosto com um toque reverente, como se tocasse a própria esperança.