O silêncio do quarto pesa como chumbo. Lá fora, a mansão adormece em paz artificial. Mas dentro daquele espaço onde Marta e Jonathan dividem o mesmo ar, a calmaria é uma mentira cansada. Ele está sentado na beira da cama, os cotovelos nos joelhos, a cabeça baixa. As mãos tremem discretamente, como se tentassem segurar algo que insiste em escapar. Marta o observa através do travesseiro, os olhos atentos, o coração apertado.
— Eles querem que eu me afaste do Grupo, Marta — ele diz de repente, a v