A varanda está mergulhada na luz dourada do entardecer. As folhas das árvores dançam lentamente com o vento quente, e o silêncio entre Mariana e Miguel, por um segundo, é confortável… até ser perigoso.
Ela cruza as pernas com elegância, o vestido leve balançando sutilmente. Miguel a observa de soslaio, lutando para parecer despretensioso. Mas é inútil.
“Bonita demais... delicada, educada, fina. Uma princesa”, pensa. E então ri sozinho, baixo, quase imperceptível. “Com uma dessas… até caso.”
Mar