O céu está estranhamente calmo. As nuvens cor-de-rosa que se desenham no horizonte trazem uma beleza triste, como se o próprio tempo estivesse em luto. Um vento suave passa pelas cortinas do quarto, brincando com o tecido leve como se quisesse consolar, sem saber como. A casa está em silêncio. Não um silêncio qualquer, mas aquele que vem depois do riso, da visita, do alvoroço. Um silêncio de fim de festa, onde o que sobra são as emoções à flor da pele.
Dentro do quarto, Marta segura Lua nos bra