A porta da UTI se fecha atrás de Jonathan com um estalo surdo, abafado pelo zumbido contínuo dos monitores e pelo cheiro ácido do álcool hospitalar que ainda impregna as narinas dele. Por um segundo, ele para, sem saber se avança ou recua, como quem acaba de atravessar um portal invisível e se vê atordoado entre dois mundos, o mundo antigo, onde só existia dor, culpa e fantasmas, e esse novo, que pulsa em seu peito com a força crua e avassaladora da vida que acaba de conhecer.
O corredor parece