O sol se despedia lentamente no horizonte, tingindo de dourado e púrpura as copas das árvores que emolduravam o Sítio da família Maia. O canto das aves, em suave descompasso, se misturava ao cheiro adocicado de ração e terra úmida, que subia dos galpões à medida que Miguel e seu Heitor caminhavam lado a lado, pela lateral da propriedade.
Miguel, com a prancheta apoiada no antebraço e a caneta entre os dedos, rabiscava números, revisava colunas, enquanto os olhos ora se fixavam nos dados, ora va