A noite não espera. Ela arrebenta como um trovão abafado no peito, uma urgência de respirar outro ar, de ser vista, de existir além do ranço do passado. O chuveiro despeja água quente sobre os ombros de Darlene enquanto ela esfrega a pele com vontade, como se pudesse arrancar da memória os toques que não quer mais lembrar. Ao sair, ela não hesita, escolhe o vestido vermelho justo, decote certo, fenda provocante. Cabelos soltos, maquiagem impecável, batom como marca de guerra. No espelho, ela so