O silêncio entre os dois é pesado como aço e quente como a pista de dança recém abandonada. Eduardo e Darlene se encaram no bar da boate, cercados pelo eco da música eletrônica e das risadas dos últimos que ainda resistem à madrugada. Ele vê nos olhos dela algo que não sabe decifrar, talvez mágoa, talvez orgulho. Ou os dois. Mas o tempo urge, e ele não quer ir embora com mais palavras engasgadas.
— Posso te oferecer uma bebida? — pergunta, quebrando o silêncio com uma voz mais baixa do que o ha