O coração de Darlene aperta como se mãos invisíveis o esmagassem dentro do peito. A saudade é afiada, cruel, um veneno lento que percorre as suas veias enquanto ela aperta o volante do seu carro, estacionado em frente o lugar que sempre lhe foi abrigo, a casa de dona Maria. O céu está limpo, um azul profundo tingido pelas primeiras sombras da noite, mas dentro dela, tudo parece nublado. O nome de Eduardo ecoa como uma prece silenciosa que ela se recusa a dizer em voz alta. Não quer parecer frac