A noite cai sobre São Paulo como um véu pesado, abafando os ruídos da cidade e revelando, no escuro, dores que a luz não deixa transparecer. Eduardo desce os últimos degraus da casa de Jonathan com os passos firmes, mas o peso em seus ombros não é da arma na cintura ou do cansaço no corpo, é do vazio no peito.
O portão automático se fecha atrás dele com um som metálico e lento, que parece gritar aquilo que ele mais tenta esconder, ele está sozinho.
Ele se acomoda ao volante do seu carro, com os