A boate pulsa como um organismo vivo, iluminada por luzes que piscam em vermelho, azul e violeta, cobrindo de sombras e névoa os rostos da multidão que se move em ondas de ritmo, suor e segredos. O som grave da música reverbera nos ossos, quase abafando os pensamentos. É um lugar onde ninguém se olha nos olhos por muito tempo, onde tudo pode acontecer e quase nada é o que parece.
Do lado de fora, a fachada não denuncia o tipo de movimentação que se esconde ali dentro. Mas Eduardo conhece lugare