A caminhonete corta a escuridão como uma flecha em brasa, levantando poeira na estrada da fazenda. Eduardo mantém as mãos firmes no volante, o olhar fixo, mas a mente está longe dali, está no submundo imundo da conversa que teve horas atrás, nas mãos sujas que oferecem bebês como produtos de prateleira. E, ao seu lado, Darlene. Inocente. Quente. Perigosa. E ele, com a maldita sensação de que está jogando com fogo.
— Tô faminta. — Darlene anuncia ao entrar na cozinha, já abrindo a geladeira com