A noite já tinha tomado conta da cidade quando ouvi a porta se abrir com mais força do que o normal.
Não foi uma batida violenta.
Mas não foi suave.
Thomas entrou sem o costumeiro “cheguei”. Tirou o paletó antes mesmo de fechar a porta, afrouxou a gravata com movimentos secos. O maxilar estava rígido.
Eu estava na cozinha, organizando alguns papéis do restaurante.
— Oi… — falei, observando.
Ele passou a mão pelo cabelo e respirou fundo, mas não respondeu de imediato.
Ali estava de novo a