Na manhã seguinte, acordei antes do despertador. A cidade ainda estava silenciosa, mas dentro de mim havia um leve nervosismo que não vinha do hotel — vinha do que me esperava naquele prédio de vidro onde Thomas passava boa parte da vida.
Ele já estava vestido quando saí do banheiro. Terno impecável, relógio no pulso, postura firme. Mas quando me viu pronta também, sorriu diferente — não como executivo, mas como homem.
— Tem certeza? — perguntou.
— Tenho. Você disse “juntos”.
Ele assentiu.