Fernanda
Acordei com o corpo gelado, cada músculo retorcido de exaustão e medo. Abri os olhos para um teto baixo, iluminado por uma lâmpada fria e tupida. As paredes, de concreto cru, estavam cobertas de rachaduras e mofo. Era uma cela sem janelas, onde o som distante de correntes se misturava ao eco dos meus próprios batimentos.
Levantei‐me com dificuldade, sentindo cada osso responder à humilhação de me ver presa novamente. Minhas roupas haviam sido trocadas por um uniforme branco, fino demai