Fernanda
Quando a porta se fechou, o silêncio voltou a encher o quarto, pesado e sufocante, como uma nuvem densa que se recusa a se dissipar. Eu fiquei ali, parada, os pés descalços no mármore frio, os braços cruzados ao redor do corpo, os olhos ainda fixos no lugar onde ele estava.
Ele tinha saído.
Mas a sombra dele continuava.
O peso do controle dele ainda queimava na minha pele, ainda apertava meu peito, ainda sufocava minha respiração.
Me aproximei da janela, os dedos se fechando ao redor