Fernanda
Eu estava ali, de joelhos sobre o sofá de couro, as mãos apoiadas no encosto, sentindo o calor do meu corpo pulsar em cada extremidade. O cheiro de couro misturado ao perfume amadeirado dele me deixava ainda mais fora de mim. O ar no escritório parecia mais denso, mais pesado — como se tudo ali soubesse que estávamos cruzando uma linha da qual eu talvez não quisesse voltar.
Guilherme estava atrás de mim, as mãos firmes em minha cintura, como se quisesse me lembrar que, naquele momento,