📓 Narrado por Miguel Satamini — Segunda-feira, noite
Renato deu um gole longo no uísque, os olhos semicerrados, a boca ainda curvada num sorriso que eu sabia que não era só de diversão. Ele adorava cutucar até arrancar alguma reação e, maldito seja, estava conseguindo mais do que eu queria admitir.
— Tá… — ele arrastou a voz, recostando-se na cadeira. — Então vai pra Angra. Negócios, limites, Lacerda. Tudo muito bonito. Mas me diz uma coisa, Satamini… — inclinou o copo, o gelo batendo no