Narrado por Miguel Satamini — Noite de sábado
O silêncio no carro era cortante. Não havia música, não havia conversa, apenas o ronco grave do motor e a respiração dela que, mesmo contida, parecia preencher todo o espaço. Minhas mãos estavam firmes no volante, mas os nós dos dedos denunciavam a força com que eu o segurava.
O vestido dela tinha uma maldita fenda lateral. Cada vez que o tecido cedia, revelava mais da coxa clara, iluminada pelos postes da rua que passavam rápidos. Aquilo não