**Narrado por Miguel Satamini**
O Neblina Club exibia duas faces distintas. A primeira era o salão principal: música alta que vibrava pelo corpo, uma pista apinhada de pessoas, luzes cortando a escuridão em flashes rápidos, e corpos suados se esfregando, sem a menor cerimônia. A segunda face era o andar superior um espaço reservado, mais discreto, onde o barulho diminuía e o dinheiro parecia ter mais peso do que qualquer DJ. Era nesse ambiente que Lacerda nos conduzia.
— Venham comigo.
disse