**Narrado por Miguel Satamini**
Deixei o escritório mais cedo do que o habitual naquela noite. O relógio já passava das dezenove horas, mas o ambiente parecia ter perdido a vitalidade desde as dezoito. Marisa, ainda segurando uma pasta debaixo do braço, tentava disfarçar a atenção que prestava à minha saída. Um esforço em vão sou bom em perceber quando alguém analisa cada movimento meu.
Caminhei pelo hall, onde o segurança me cumprimentou com um leve movimento de queixo. O reflexo no vidro me d