O despertador tocou às 5h10, cortando a quietude da manhã. Uma dor leve habitava minha cabeça, uma linha fina quase graciosa a resquício de um copo a mais na noite anterior. Era ridículo deixar que isso me afetasse. Levantei-me em questão de segundos. A cama estava arrumada. Boxe não seria uma opção; a vertigem exigia respeito. Executei algumas flexões, segui com um alongamento e realizei exercícios de respiração. O chuveiro gelado me invadiu, com a água caindo na nuca como um tapa que restabe