**Narrado por Miguel Satamini**
Decidi deixar o bar mais cedo do que o habitual para mim e, definitivamente, mais tarde do que a minha paciência aguentava. Renato ainda se divertia com uma piada que, claramente, não merecia tanta atenção. Isadora havia saído, deixando no ar um traço de seu perfume doce, quase enjoativo, insistente como o eco de uma canção ruim que se recusa a desaparecer. Do lado de fora, a cidade exalava um calor sufocante. Respirei fundo a noite que se misturava ao asfalto e