**Narrado por Clara**
A música flutuava no ar, densa como uma névoa, quase impossível de ignorar. Mesmo em movimento, meus passos eram automáticos; não havia alegria em estar naquela pista de dança. O odor de álcool, misturado a perfumes marcantes e a fumaça de cigarro, invadia minhas narinas, fazendo meus sentidos clamarem por alívio.
Lacerda, ao meu lado, parecia desfrutar do jogo em que estávamos involuntariamente. Sua mão em minha cintura era uma pressão excessiva, e o sorriso que exibía de