O prazer cresceu entre eles com uma força branda, como se cada movimento dissesse: “É seguro sentir.”
E quando os dois chegaram juntos ao clímax, não houve explosão. Houve acolhimento. Como dois corpos que sabiam que, mesmo depois do fim, ainda haveria espaço para respirar juntos.
Clarice deitou a cabeça no peito dele, ouvindo os batimentos desacelerarem. Silêncio bom. Silêncio de presença.
— Sabe o que eu pensei? — ela disse, traçando círculos invisíveis no peito dele.
— O quê?
— Que talvez am