A galeria no Quartier Latin estava cheia, mas o mundo de Clarice parecia andar em câmera lenta. O cheiro de vinho branco, o murmúrio das conversas, as luzes refletindo nas molduras — tudo acontecia ao redor, mas o foco dela estava em um só ponto.
Ele.
Leonardo Dante Navarro.
O CEO frio que agora parecia outra coisa. Outra pessoa. Ou talvez só alguém despido da armadura.
Ele não a chamava com gestos. Não precisava. Clarice sentia sua presença como quem sente uma nota grave na música: sutil, mas