Patrícia acordou com uma dor diferente.
Não era aguda. Não era pânico. Era um aviso silencioso, profundo, que vinha de dentro para fora. O corpo, mais uma vez, se adiantava aos pensamentos.
Ela ficou alguns minutos deitada, respirando devagar, analisando cada sensação com a atenção que aprendera a cultivar. A barriga estava rígida, pesada. O bebê se mexia menos do que o habitual.
— Calma — murmurou para si mesma. — Observa primeiro.
Levantou-se com cuidado e foi até a cozinha. Bebeu água, sento