O dia seguinte amanheceu estranhamente calmo.
Patrícia percebeu isso logo ao abrir os olhos. Não havia aquela pressão no peito, aquela sensação de que algo estava prestes a explodir. O silêncio não era ameaça. Era consequência.
Ela permaneceu alguns minutos deitada, respirando fundo, sentindo o corpo, sentindo o bebê. Havia um cansaço natural, físico, mas a mente estava limpa. Clara. O “não” que dissera no dia anterior não ecoava como dúvida. Ecoava como limite estabelecido.
Levantou-se com cui