Patrícia descobriu que o verdadeiro depois não fazia barulho.
Não havia aplausos, nem manchetes, nem aquela sensação grandiosa de encerramento que os filmes prometem. Havia apenas uma sequência de dias comuns, e isso, curiosamente, era o que mais exigia força.
Porque viver depois da guerra era aprender a não lutar o tempo todo.
Naquela manhã, acordou com o sol entrando pela fresta da cortina. O corpo respondeu com um cansaço diferente, mais profundo. A gravidez avançava, e ela sentia isso nos p