Mundo de ficçãoIniciar sessãoDione e Gerard foram amigos na infância. Mas a mãe do garoto não via nessa amizade nada de positivo. Como suas famílias mantinham uma relação estreita, Valentina Durant, mãe do garoto tratou de arrumar um jeito de separa-los enquanto era tempo. Após duas décadas sem nenhuma aproximação; o destino os coloca frente a frente trabalhando juntos. Dione e Gerard não são mais os mesmos que viveram aquela doce infância; havia um sabor deferente no presente Eles descobrem a rigidez, a desconfiança em meio ao grande amor que sempre existiu.
Ler maisO Nascimento “Mamãe, pega as bagagens da Safira que a bolsa estourou. ““Aonde você está Dione?”“ Aqui no banheiro, mas tô com medo de me mexer.”“ Calma, vou subir pra te auxiliar, sua filha não vai nascer agora”.“ Rápido mamãe, que vai nascer “.“ Não desliga o celular, já estou subindo as escadas, respira... respira.-Dolores chega ao banheiro.-Prontinho, já cheguei. Me dá esse celular que vou avisar ao Gerard.-Mamãe, a cabeça dela é grande, como vai passar por aqui?-Você fez o curso juntamente com seu marido, sabe muito bem que a natureza é sábia, vai dar tudo certo.-Mas eu vou ficar aqui de pé sem fazer nada?-Meu amor. Sua nenê não vai nascer agora, nem dor está sentindo. Provavelmente fará uma cesariana.-Nem pensar! Ninguém mete o bisturi em minha barriguinha chapada.-Chapada que nem uma melancia.-Acha mesmo que não terei parto normal?-Não sei Dione, vamos aguardar orientação da sua obstetra após o exame.-Estou suja mamãe, será que posso tomar um banho na banheira, a
Algumas semanas depois...-Bom dia Ivete, posso falar com o Gerard? -Bom dia Alice. Gerard não está atendendo mais as modelos de campanha. Passou essa pasta para Dione. -Mas como pode ser isso? Ah não!! Ele sempre dava o voto de minerva; isso só pode ser coisa daquela...-Daquela o quê Alice?-Dione chega escutando sua última fala. -sua barriga está bem acentuada.-Oi Dione. É que ...-Eu ouvi bem o que disse. Pois bem, meu marido não atende mais as modelos como a Ivete lhe informou. Se quiser vir até minha sala lhe explico melhor.-Tudo bem, eu te acompanho.Dione está usando um modelito que mostra sua gravidez adiantada. Alice perde a noção e faz a pergunta sem filtro.-Você está mais gordinha não é mesmo Dione, saiu da dieta não foi?-risos-Venha Alice, sente-se!-Dione oferece água, ela recusa. -Bem, eu me casei como você deve ter visto nas redes sociais. Foi uma cerimônia discreta no Zimbabue porque já esperamos demais. -É , eu vi a cerimônia. Foi linda, que lugar paradisíaco.-
ZimbábueDois meses depois...-Vamos mamãe, não quero chegar atrasada no aeroporto.-Calma Dione, falta muito tempo. Deixa de agonia que isso não é bom para a bebê.-Minha filha não tem frescuras, ela vai puxar a mim. Uma mulher com sangue nas veias. -Hahaha, que tolinha. Nunca ouviu dizer que as meninas puxam geneticamente aos pais? Veja você, saiu a cara e personalidade do seu avô paterno.-Meu avô era um homem forte, bonito; não é atoa que saí com olhos engatinhados -risos. -Misericórdia da minha netinha, se sair com esse sangue esquentado, o pobre do Gerard não vai aguentar a dose dupla.-Minha Safira será uma negra linda, poderosa e autêntica como a mãezinha dela.-Deixa o pai ouvir isso. Até parece que ele não tem direito que sua filha tenha suas características.-Estou farta mamãe de ver mães negras serem chamadas de babás dos póprios filhos .-Mas toda mãe é babá mesmo- risos. Deixe de preconceito bobo. -Aah, vamos embora. Gerard e os outros já devem estar lá nos esperando.
Gerard continuava embaixo da ducha como se alí estivera protegido dos questionamentos, das dúvidas. Ele só desejava que o chão se abrisse e o engolisse. Se a Dione estivesse em silêncio, era sinal de fumaça em breve. Ele desliga a ducha permanecendo com aa mãos posta no azulejo do banheiro pensativo. Sua cabeça dava voltas, não sabia mais o que diria para convencer Dione ou qualquer um que sua vida lhe pertencia, que era falível e essa idéia do ser perfeito era utopia. Ele estava farto de toda manipulação em nome do amor que viveu na adolescência com as cobranças da sua mãe. Diante da sua condição seria um a menos a jogar-lhe pedras. Gerard é surpreendido com a porta do Blindex ser aberta: Dione lhe entrega seu roupão e uma toalha. Ele se sente confortado pelo gesto. Ela o olha com serenidade nós profundos olhos azuis que demonstrava tristeza. Dione tem ímpeto de beija-lo, abraça -lo, talvez o fizesse sentir-se menos culpado de uma situação ultrapassada e sem mais sentido. Ela perceb
Moya Esportivos-Seja bem vindo Antoine. -Joaquim o recebe na empresa.-Olá meu amigo, não sabe como me sinto aliviado de estar aqui.-Venha, vou lhe mostrar sua sala. Espero que goste. Mandei organizar com tudo que precisa.-Eu agradeço, mas não precisava .-Como não? Terá mais privacidade para criação. Sua secretária é uma funcionária antiga da empresa, pessoa distinta que lhe auxiliará no que for preciso.Os amigos finalmente trabalharão juntos novamente. A diferença é que Joaquim só comparecia na Moya alguns dias na semana; com o possível afastamento do Gerard as coisas se estreitariam ainda mais. Joaquim convida Antoine para almoçarem fora da empresa deixando-lhe ciente dos fatos ocorrido entre seu filho e Dione.-Meu amigo, a que situação chegamos! Meu filho pedir demissão. Logo agora que entrei na empresa. -Calma, vamos tentar reverter essa situação ele ainda não oficializou; está afastado temporariamente. Dione está dando uma de durona. Mas logo mudará de idéia.-Gerard me c
Gerard marcou um almoço com seus sogros num restaurante. Dione não foi convidada; era o assunto no qual a deixava bastante aborrecida. Joaquim e Dolores estavam preparados para o que viria deste encontro. Gerard não apareceu na Empresa neste dia deixando Ivete com a responsabilidade de avisar a Dione. No Restaurante -Meus sogros; que bom aceitaram meu convite; se é que ainda posso lhes chamar assim. -Meu genro, fica tranquilo. Não viemos aqui como inquisidores.-Joaquim o abraça. -Gerard, como se eu não te conhecesse. Sei de sua índole, estamos aqui como seus sogros, sim.-Dolores o beija na fronte. -Nossa, sinto um certo alívio. Não saberia como iniciar essa conversa. -Pelo começo. Você não deve nada a ninguém. Sua vida passada não tem influência no presente. Relaxe. -Bem sabemos minha sogra, que nem tudo está ao nosso controle. -o que houve no passado terá que vir à tona; -Gerard os encara.- Eu tive sim uma vida de casado um tanto atípica confesso, mas nunca foi minha intençã





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