Mundo ficciónIniciar sesiónSINOPSE Eu entreguei meu sangue para salvar a mulher que meu marido amava. E, em troca, ele me deu uma aliança. Durante dez anos, amei Algustus Wolter em silêncio. Vi outras mulheres passarem pela vida dele enquanto alimentava a esperança de que, algum dia, ele finalmente me enxergaria. Então a vida nos colocou diante de um acordo. Cora, sua namorada, precisava de transfusões para sobreviver. Eu era compatível. Algustus precisava do meu sangue. E eu precisava dele. Propus um casamento. Achei que aquele seria o começo da nossa história de amor. Não poderia estar mais enganada. Depois de me tornar sua esposa, descobri que o homem que amei durante tantos anos era frio, impiedoso e muito diferente daquele que existia nos meus sonhos. Para ele, nosso casamento era apenas um contrato. Para mim, era a realização de uma paixão que carreguei durante metade da minha vida. Mas havia algo que Algustus não me contava. Um segredo. Quanto mais eu tentava descobrir quem realmente era o homem com quem me casei, mais percebia que talvez nunca tivesse conhecido Algustus de verdade. Eu estava disposta a fazer qualquer coisa para conquistar aquele homem. Até descobrir que talvez o preço para tê-lo fosse muito maior do que o meu próprio coração poderia suportar. Eu dei meu sangue por amor. Só não sabia que, para Algustus, o meu sangue não era a única coisa que ele precisava de mim.
Leer másDepois que saí da empresa, passei a agir com mais cuidado. Sabia que Algustus era inteligente. Astuto. Não demoraria para desconfiar. E ele desconfiou. No dia seguinte, ele surgiu em casa cedo, com o humor sombrio estampado nos olhos escuros. Estava na sala, após pegar um sol na área da piscina, com os documentos escondidos no quarto, fingindo ler um livro que não absorvia palavra alguma. Ele largou as chaves na bancada com força. — Quer me dizer onde foi ontem? perguntou com um tom cortante. Fechei o livro lentamente. — Não achei que você se importasse. respondi, olhando-o com frieza. Ele sorriu torto. Um sorriso perigoso. — Eu não me importo. Mas me incomoda quando a minha esposa começa a agir feito uma ladra. Meu coração disparou. Então ele sabia. Mas mantive a máscara. — Não tenho culpa se você sente culpa. devolvi, a voz calma. Em um piscar de olhos, Algustus atravessou o cômodo. Antes que eu pudesse reagir, ele me puxou, levantando meu corpo e ms prend
O lugar era frio. As paredes cinzentas. O cheiro de desinfetante enjoativo. Sentei à frente da mesa de visitas e esperei, o coração na garganta. Quando ele entrou, algemado e com o olhar cansado, meu peito se apertou. — Pai... minha voz falhou. Ele sorriu pequeno, triste. — Minha menina.. disse, e só isso já me fez querer chorar. Ele se sentou, olhou em volta como se temesse ser ouvido. — Eu nunca faria isso, Maitê. disse, direto. — Nunca. Olhei nos olhos dele. Só vi desespero e tristeza. Não mentira. — Estão armando pra mim. Eu não sei quem, eu juro pra você. Eu nunca peguei um centavo que não fosse meu! — Eu acredito em você. falei, apertando as mãos na mesa. — E eu vou provar que você é inocente. Ele respirou fundo, como se aliviado. Mas então franziu a testa. — Soube... que você se casou com o Algustus. Engoli em seco. — Casei. murmurei. Ele me olhou, confuso. — Como... como você pôde fazer isso? Ele acredita que eu roubei o pai dele, vai acabar com
A dor foi cortante. — Ahh!! Eu gritei, o som preso na garganta, os olhos marejados de lágrimas. Ele se moveu dentro de mim, forte, pesado, sem parar, sem se importar. Sem enxergar a menina que chorava silenciosamente debaixo dele. Sem perceber o sonho que ele tava destruindo. Só era ele. Seu prazer. Sua vontade. E eu ali. Sendo tomada como se fosse nada. Quando tudo acabou, Algustus se afastou como se tivesse terminado uma obrigação. Se levantou, pegou as roupas e começou a se vestir, calado. Eu fiquei deitada, imóvel, nua, com o corpo dolorido e a alma em pedaços. Olhei pro teto, o peito subindo devagar, sem conseguir chorar, sem conseguir me mover. Era o amanhecer do dia que eu tinha sonhado a vida inteira. E eu tava ali, quebrada, vazia, destruída. E ele... Ele vestia a camisa com a maior calma do mundo, como se nada tivesse acontecido. O quarto tava silencioso quando ele saiu, deixando a porta semiaberta atrás dele. Eu fiquei lá. Deitada. O
Eu não seria a esposa submissa que ele pensava que teria. Não agora. Ia fazer com que ele pagasse cada palavra, cada olhar, cada respiro que deu como se fosse o único no controle. Eu tinha algo a mostrar para ele, e ele iria ver o que acontece quando se brinca com o fogo. O som da porta se abrindo me fez virar para encarar Algustus parado ali, com aquele sorriso arrogante, como se ainda tivesse o controle da situação. Ele passou por mim, como se me inspecionasse, fazendo uma volta ao redor do meu corpo, mas eu me mantive firme, sem olhá-lo diretamente. Ele se posicionou atrás de mim, tocando meu cabelo com uma leveza que me fez revirar os olhos. — Isso tudo foi pra mim, então? O tom convencido dele me irritou ainda mais. Respirei fundo, encarando meu reflexo no espelho, até que olhei para ele, abismada com o que ouvi. — Cumprirei o papel de marido. É isso que você quer! disse com uma calma que fez meu sangue ferver. Respirei fundo, tentando manter o controle, mas a visão de










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