O lugar era frio.
As paredes cinzentas.
O cheiro de desinfetante enjoativo.
Sentei à frente da mesa de visitas e esperei, o coração na garganta.
Quando ele entrou, algemado e com o olhar cansado, meu peito se apertou.
— Pai...
minha voz falhou.
Ele sorriu pequeno, triste.
— Minha menina..
disse, e só isso já me fez querer chorar.
Ele se sentou, olhou em volta como se temesse ser ouvido.
— Eu nunca faria isso, Maitê.
disse, direto.
— Nunca.
Olhei nos olhos dele. Só vi desesper