Ian saiu do quarto como quem atravessa fogo.
A porta se fechou atrás dele, mas não fechou o que queimava dentro do peito.
O beijo ainda ardia na boca, nos músculos, no pensamento. Ele odiava isso. Odiava perder o controle. Odiava sentir-se refém de algo que não sabia nomear.
Por que reagira assim?
Nunca fora homem de impulsos. Sua vida sempre fora feita de cálculos, frieza, precisão cirúrgica nas emoções. Nada o desestabilizava. Até agora.
Mas aquele beijo…
Não era só desejo. Não era só proximi