O primeiro som que Ian ouviu não foi externo. Foi o martelar selvagem de seu próprio coração, batendo contra as paredes de seu peito como um animal enjaulado.
Seus dedos, frios e certeiros, encontraram o celular. Ele discou o único número que importava naquele momento.
— Matheus. — O nome saiu como um comando, um rugido baixo e gutural. — Cozinha. Agora.
Não houve "alô", não houve perguntas. Do outro lado da linha, apenas o som de movimento imediato. Matheus conhecia aquele tom. Era o tom que