O consultório era um santuário de silêncio. Um silêncio tão profundo que parecia absorver até o som da própria respiração, tornando-a um eco incômodo no espaço entre quatro paredes.
Ian estava sentado na poltrona de couro escuro, um móvel impessoal que já havia testemunhado inúmeras confissões, mas nunca a de um homem como ele. Suas mãos, habituadas a assinar contratos que moviam milhões, estavam entrelaçadas com tanta força que os nós dos dedos branqueavam.
À sua frente, o Dr. Pietro — um ho