O relógio de parede marcava onze e sete quando Carolina pressionou o botão de desligar da televisão, suas mãos trêmulas fazendo com que o controle quase escorregasse de seus dedos. A luz azulada da tela moribunda refletia em seu rosto pálido, iluminando os traços de alguém que acabara de assinar sua própria sentença. As palavras do noticiário ainda ecoavam em sua mente, cada sílaba um martelo batendo em sua consciência: "Diana Moretti. Morte cercada de mistérios volta à tona após anos de silênc