A música na mansão já não era melodia, mas um zumbido agonizante, um coração artificial mantido vivo por pura ostentação. As risadas dos convidados soavam falsas e distantes, ecos de um mundo que Ian sentia desmoronar. A noite perfeita, meticulosamente arquitetada para consagrar o poder dos Moretti, começava a exalar o odor acre do fim.
Ian perambulava entre os salões como um sonâmbulo em um pesadelo. Seu terno permanecia impecável, seu rosto uma máscara de granito, mas seus olhos contavam outr