O corredor da mansão parecia ter parado no tempo. Servos imóveis, Clara com um sorrisinho venenoso, Benjamin com olhos ávidos; todos assistiam o momento em que Ian empurrava Olívia contra a parede, o corpo dele erguido, a sombra tomando conta do rosto.
O ar estava pesado, abafado. O silêncio, sufocante.
O coração de Olivia batia descompassado. As costas pressionadas contra a parede fria, a respiração curta. Ian estava ali, diante dela, tão perto que parecia que qualquer palavra mal dita poderia