Cap 21. Uma carta na manga
Um carro preto estacionou pouco depois de tudo acontecer. Portas se abriram com estalos secos e mãos frias me puxaram para dentro. Não disseram uma palavra. Os dois homens que vinham de moto ficaram para trás, observando o corpo inerte do homem que, segundos antes, tentava me violentar. Talvez estivessem procurando uma maneira de se livrar do cadáver. Talvez já soubessem exatamente o que fazer. Não era a primeira vez.
Por fora, eu estava estranhamente tranquila. Por dentro, devastada. Como se n