A noite avançava silenciosa na mansão. O relógio da sala marcava quase meia-noite, e um peso invisível pairava no ar. Isabella, exausta de tantas lágrimas, havia finalmente adormecido nos braços de Sofia, que a consolara até que seu corpo cedesse ao cansaço.
Sofia, no entanto, não conseguia dormir. Sua mente fervia com tudo o que ouvira de Isabella. Aquela confissão, a dor, o medo e a humilhação que sua amiga carregava por conta de Dominic, queimavam dentro dela como brasas. Levantou-se com cuidado para não acordar Isabella, ajeitou o cobertor sobre seu corpo e saiu do quarto.
Os corredores estavam escuros, iluminados apenas pela fraca luz de algumas lâmpadas decorativas. Ao descer as escadas, Sofia pensava apenas em ir até a cozinha e beber um copo de água para acalmar a ansiedade. Mas, ao passar pelo hall, ela ouviu vozes vindas do escritório de Dominic.
A porta estava apenas encostada, e a voz grave de Dominic soava firme, fria e carregada de tensão.
— Não pode ser verdade, Donavan