A mansão de Dominic parecia maior e mais silenciosa do que nunca naquela manhã. Isabella caminhava pelos corredores com passos inseguros, sentindo o coração bater em um ritmo estranho, quase sufocante. Ela havia passado a noite em claro, repetindo mentalmente as palavras que ele havia dito naquela noite. As palavras frias, como facas, que atravessaram seu peito.
Dominic estava sentado em seu escritório quando ela entrou. A postura impecável, o olhar fixo nos papéis sobre a mesa, mas a mente claramente em outro lugar. Ao notar sua presença, ele ergueu os olhos, e Isabella estremeceu com a frieza ali presente.
— Você não tem nada a me dizer além disso? — a voz dele cortou o ar como uma lâmina, firme, sem traço de ternura.
Isabella respirou fundo, tentando manter a calma.
— Dominic... eu não inventaria algo assim. Eu estou grávida. O médico confirmou.
Os olhos dele se estreitaram, o maxilar se contraiu.
— Isso é impossível. — As palavras soaram como uma sentença. — Eu sou vasectomizado h