Dominic encarava o espelho do banheiro com os punhos cerrados. As olheiras pesavam em seu rosto, mas o que realmente lhe esmagava a alma não era a exaustão física — e sim a avalanche de sentimentos que o consumia desde que atravessara a porta do consultório médico naquela tarde.
Donavan havia insistido, quase o arrastando, para que ele fizesse os exames. Dominic sabia que não podia mais se esconder da verdade, e agora ela estava diante dele em papéis que pareciam pesados demais para carregar. Seis exames. Seis resultados iguais. Todos gritavam em silêncio a mesma sentença: ele não poderia ser pai.
O chão parecia se abrir debaixo de seus pés.
— Então... como? — murmurou para si mesmo, a voz trêmula, como se a pergunta ecoasse em um abismo sem resposta.
Enquanto isso, na casa de Sofia, Isabella apertava a xícara de chá entre as mãos trêmulas. Seus olhos marejados não conseguiam se manter firmes. Sofia, sentada à frente dela, observava a amiga como quem vê uma alma prestes a se despedaça