Saulo Prado
Angelina estava vermelha. Por mais que os anos a tivessem mudado, ainda havia nela a mesma chama que me fazia perder o controle. Só que a sombra da garota na porta denunciava que estávamos sendo observados.
- Por favor, pare. - ela pediu, os olhos verdes faiscando entre desejo e medo.
Engoli seco, controlando o impulso de continuar. Afastei os dedos dela, mas os levei à boca, saboreando lentamente. - Precisamos conversar. - falei, meu olhar indo até a porta de vidro.
- Sobre o quê,