Saulo Prado
Eu deveria ter desconfiado. Tanta bondade, tanta atenção, tanta calmaria... não era de graça. Já estava decidido a largar tudo, o escritório, os casos, aquela farsa toda. Eu tinha dito, naquela sala abafada e cheia de hipocrisia, que não ficaria. Dane-se as consequências. Mas é como se o universo me obrigasse a pagar pelo meu próprio ato, como se estivesse fadado a carregar minhas escolhas até o fim.
Mal sair da sala decidido, e lá estava Angelina.
De vestido branco de alcinhas com