Saulo Prado
Era inegável: na cama, eu e Angelina ainda éramos fogo. A química estava ali, intacta, como se o tempo tivesse parado. Mas bastava o orgasmo esfriar para ela me afastar, como se tudo não passasse de um desvio físico. Quando se levantou, catou o roupão e foi direto ao banheiro, senti aquele vazio latejando. Odiava a forma como ela conseguia me ignorar depois de me deixar marcado.
Deitei de costas, ainda suado, olhando o teto. Minha cabeça fervia.
Será que foi por causa da barba? Ser