Angelina Garcia
A cozinha estava escura, iluminada apenas pela claridade da rua que entrava pela janela. Eu não escutava mais nada, só a minha respiração acelerada, o sangue correndo no ouvido, e o som molhado da língua de Saulo entre as minhas pernas.
A cena era absurda. Indecente. Irreal.
Eu, com as coxas abertas, sentada na banqueta da minha própria cozinha. Ele, ajoelhado, faminto, como se estivesse se alimentando da minha alma pela b0ceta.
Minha cabeça encostou no armário atrás, e eu me se