Saulo Prado
Eu odiava ser ignorado, ainda mais enrolado, e era exatamente o que Angelina estava fazendo comigo. Tentei de todas as formas saber sua localização, já conhecia a cidade por pesquisa, mas ela simplesmente não respondia. Só indicava uma coisa, não me queria mais.
Após um dia inteiro de consultas e audiências, depois de ficar horas de pé na recepção da defensoria, insistir nas chamadas em vão, ela não me atendia, fui até o apartamento dela.
- Não falei pra sua mãe - Ana Júlia abriu a porta, e eu sequer tinha recursos para conseguir o que queria. Ela me deu as costas, vestindo um tubinho colado que deixava claro que não usava calcinha, o traseiro no mesmo formato, as coxas mais desenhada, mas pouca diferença, apesar da cintura ser mais fina, seu corpo é muito parecido com o da sua mãe, eu não poderia negar, e até os cabelos agora lisos no mesmo tom.
- Tá, eu sei que não. O que quer? Um muito obrigado? - Ela se virou, e eu desviei os olhos, fingindo que não a observava.
- Não