Saulo Prado
O sol ainda não estava alto, mas já tingia o céu de tons dourados que refletiam nas vidraças impecáveis das casas do condomínio. O ar da manhã era fresco, limpo, quase doce, bem diferente do que eu estava acostumado. A cada passo, sentia os pulmões se abrirem, a respiração ganhar ritmo junto com a batida da música de rock nos fones.
Aquele lugar parecia outro mundo.
Um condomínio luxuoso, cercado de árvores cuidadas, jardins desenhados, ruas largas e silenciosas. O tipo de ambiente