Angelina Ribeiro
Saulo sempre foi doce e cordial comigo. Cavalheiro até nos detalhes mais banais. Eu nunca conheci outro lado dele, mas ainda assim o temia. Temia que um dia aquele homem, que parecia feito de paciência e de promessas, me mostrasse uma face oculta, capaz de me ferir. Suspirei fundo, pesado, incapaz de contestar suas palavras.
Ele entrou no meu carro como se já tivesse esse direito, assumiu o volante sem pedir, deixando o dele para trás. As ruas começaram a se afastar devagar, um