Saulo Prado
Mal deitamos, e ela apagou. O corpo relaxado, entregue. E o rosto... Deus, o rosto dela parecia carregar o mundo inteiro nos ombros. Angelina dormia como quem desabava, como quem precisava daquilo mais que qualquer outra coisa. Eu fiquei ali, deitado, observando, sentindo o calor dela ao meu lado e pensando em tudo o que ela se recusava a dividir comigo.
Havia tanto silêncio entre nós quando o assunto era o dia dela. Os filhos, o ex, as dívidas, Francesca... sempre que eu tentava me